Lula rebate Trump e diz que Bolsonaro não sofre perseguição, mas responde por tentativa de golpe

Lula rebate Trump e diz que Bolsonaro não sofre perseguição, mas responde por tentativa de golpe

Presidente afirma que ex-presidente dos EUA foi enganado e lamenta taxação de 50% imposta aos produtos brasileiros

Durante um evento do Novo PAC em Osasco, nesta sexta-feira (25), o presidente Lula foi direto ao ponto ao comentar as recentes declarações de Donald Trump. Segundo ele, o ex-presidente norte-americano caiu em uma grande mentira ao acreditar que Jair Bolsonaro está sendo vítima de perseguição no Brasil. Para Lula, se Trump tivesse tido o bom senso de fazer uma simples ligação, entenderia que Bolsonaro está sendo julgado legalmente — e com todos os direitos garantidos.

“Trump foi induzido a acreditar numa mentira. Bolsonaro não está sendo perseguido, está enfrentando a Justiça por tentar dar um golpe neste país”, afirmou Lula. E foi além: “Ele não queria que eu e o Alckmin assumíssemos. Chegou ao ponto de montar uma equipe que cogitava nos matar.”

A fala de Lula também veio como resposta à carta enviada por Trump, na qual o republicano justifica uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de agosto — alegando retaliação pela forma como Bolsonaro vem sendo tratado no Brasil. Lula não escondeu a decepção: “Temos mais de dois séculos de relações respeitosas com os Estados Unidos. Essa atitude foi, no mínimo, lamentável.”

Ainda assim, Lula deixou a porta aberta para o diálogo. Disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin é um ótimo negociador e que está pronto para conversar com os americanos: “Se Trump quiser entender de verdade o que acontece por aqui, estamos dispostos a conversar e mostrar como ele foi mal informado.”

O governo brasileiro montou um comitê para discutir os impactos da nova taxação com empresários e representantes da indústria. Alckmin e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estão buscando uma saída diplomática para o impasse — e uma reunião já está prevista para o final de agosto.

No fim das contas, Lula mandou o recado com firmeza: quem traiu a democracia não foi o Brasil. E quem está respondendo por seus atos, está tendo o devido processo legal — algo que, aliás, nem todos os países garantem a seus próprios líderes.

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