
REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DE JANJA: FÉ, NOSSA SENHORA APARECIDA E POLÍTICA NÃO DEVERIAM SER MISTURADAS
As declarações de Janja contra Flávio Bolsonaro ultrapassaram o debate político ao recorrer a expressões como “Bozo filho” e “familícia” e ao associar a família Bolsonaro a milícias durante um ato de campanha em Belém.
Mais grave ainda foi a utilização de Nossa Senhora Aparecida e da fé dos brasileiros como instrumento de disputa eleitoral. Janja voltou a afirmar que o “outro lado” seria contra a padroeira do Brasil, argumento baseado em uma informação que já foi apontada como falsa.
É legítimo criticar candidatos, governos e adversários. O que merece repúdio é transformar Nossa Senhora Aparecida, símbolo de fé para milhões de brasileiros, em peça de discurso eleitoral, enquanto ataques pessoais são dirigidos à família de um adversário político.
A fé não pertence a partido, candidato ou governo. Nossa Senhora Aparecida é a Padroeira do Brasil, e sua devoção está acima da disputa entre Lula, Flávio Bolsonaro ou qualquer outro político.
Também é necessário separar acusações políticas de fatos comprovados. A existência de relações, homenagens ou episódios documentados envolvendo determinadas pessoas não significa, por si só, que Flávio Bolsonaro seja integrante de uma organização criminosa. Flávio nega vínculos com milícias.
O eleitor brasileiro merece uma campanha baseada em propostas, fatos e confronto de ideias — não em apelidos, acusações graves e no uso da religião para atingir adversários.
Nossa Senhora Aparecida merece respeito. A fé do povo brasileiro também.