Suíça congela patrimônio de Maduro e aliados próximos

Suíça congela patrimônio de Maduro e aliados próximos

Bloqueio vale por quatro anos e busca evitar a movimentação de bens suspeitos após a queda do ex-presidente venezuelano

O governo da Suíça determinou o bloqueio de todos os bens que pertencem ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a integrantes de seu círculo mais próximo que estejam no país. A decisão entrou em vigor de forma imediata e terá validade inicial de quatro anos.

Segundo as autoridades suíças, a medida tem como principal objetivo impedir que ativos possivelmente obtidos de maneira ilegal sejam transferidos ou ocultados fora do território suíço enquanto a situação política da Venezuela segue indefinida.

O Ministério das Relações Exteriores da Suíça não divulgou o valor nem o volume dos bens atingidos pelo congelamento. O governo explicou que a iniciativa foi tomada porque, com a perda de poder de Maduro, futuras autoridades venezuelanas podem abrir processos judiciais para tentar recuperar patrimônios adquiridos de forma irregular.

De acordo com Berna, nenhum integrante do atual governo venezuelano interino foi afetado pela decisão.

Repercussão internacional

O bloqueio ocorre poucos dias após Maduro ter sido capturado por forças militares dos Estados Unidos e levado para Nova York, em uma operação que causou forte impacto diplomático e dividiu opiniões ao redor do mundo.

Aliados de Washington reagiram com cautela à ação, considerada surpreendente, que resultou na retirada de Maduro e de sua esposa de uma base militar próxima a Caracas para custódia em solo americano.

Em meio à escalada da tensão, a Suíça adotou um tom diplomático e pediu moderação e respeito ao direito internacional, reforçando princípios como a proibição do uso da força e a preservação da integridade territorial dos países. A posição foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores em uma publicação nas redes sociais no sábado (3).

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