Tarcísio e Ricardo Nunes participam de cerimônia pelos 94 anos da Revolução Constitucionalista em São Paulo

Tarcísio e Ricardo Nunes participam de cerimônia pelos 94 anos da Revolução Constitucionalista em São Paulo

Desfile cívico-militar no Ibirapuera reuniu autoridades, forças de segurança e familiares de combatentes em homenagem ao movimento histórico de 1932

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), participaram nesta quinta-feira (9) da solenidade que marcou os 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, no entorno do Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, no Parque do Ibirapuera.

O evento tradicional reuniu autoridades civis e militares, representantes dos Três Poderes, integrantes das forças de segurança, entidades de preservação histórica e familiares de participantes do conflito que marcou a história política do Brasil.

A cerimônia começou pela manhã com o hasteamento do Pavilhão Nacional, realizado pela Escola Superior de Soldados (ESSd), seguido de homenagens aos combatentes e pelo tradicional desfile cívico-militar.

Desfile reuniu forças de segurança e veículos históricos

Um dos momentos de destaque foi o desfile que apresentou ao público equipamentos utilizados atualmente pelas forças estaduais e municipais de segurança, além de veículos preservados que remetem ao período da Revolução de 1932.

Participaram da programação integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Metropolitana (GCM) e escolas militares.

Enquanto as Forças Armadas participaram do ato de forma representativa, os batalhões estaduais levaram ao desfile viaturas, motocicletas, cavalos, equipamentos operacionais e veículos utilizados em ações de segurança pública.

O evento também contou com a participação de grupos de escoteiros e projetos ligados à educação cívico-militar.

Memória dos jovens do MMDC

A solenidade ocorreu em frente ao Obelisco do Ibirapuera, monumento que abriga os restos mortais de diversos combatentes da Revolução Constitucionalista.

Entre os homenageados estão os jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, conhecidos pela sigla MMDC, que morreram durante manifestações em maio de 1932 e se tornaram símbolos do movimento paulista.

Durante a cerimônia, também foram realizadas homenagens a outros combatentes, incluindo o depósito das cinzas de seis participantes da revolução no mausoléu, acompanhado por marcha fúnebre, salva de tiros e ritos militares.

Revolução de 1932 marcou disputa política nacional

A Revolução Constitucionalista teve início em 9 de julho de 1932, quando São Paulo se levantou contra o governo provisório de Getúlio Vargas, instalado após a Revolução de 1930.

O principal objetivo dos paulistas era exigir a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, a criação de uma nova Constituição e o retorno da ordem institucional no país.

O movimento terminou derrotado militarmente após aproximadamente três meses de confrontos, em outubro de 1932. Apesar da derrota nas armas, a mobilização paulista pressionou o governo federal e contribuiu para a convocação de eleições para a Constituinte, que resultaram na promulgação da Constituição de 1934.

Data segue como símbolo histórico paulista

O feriado de 9 de Julho foi instituído oficialmente em São Paulo em 1997 e permanece como uma das principais datas cívicas do estado.

Ao longo das décadas, a celebração passou a representar a defesa da Constituição, das instituições democráticas e da participação política.

Durante a solenidade, autoridades reforçaram a importância da preservação da memória histórica e do reconhecimento daqueles que participaram do movimento constitucionalista, mantendo viva uma das páginas mais marcantes da história brasileira do século XX.

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