
Toguro tem R$ 100 mil apreendidos em carro de luxo sem placas em Guarulhos; influenciador comprova origem do dinheiro e recupera quantia
Polícia Militar encontrou R$ 100 mil em espécie dentro de uma caixa de sapatos, acondicionada em uma sacola preta, durante abordagem a uma Mercedes-Benz ligada ao influenciador Tiago Ribeiro de Lima, conhecido como Toguro. O veículo circulava sem placas de identificação e era conduzido por um funcionário de 22 anos. Segundo o relato apresentado à polícia, o dinheiro seria levado a Arujá para uma negociação envolvendo um Cadillac Escalade com o também influenciador Lúcio dos Santos Lima, conhecido como Cerol. Toguro compareceu ao 4º Distrito Policial de Guarulhos, apresentou documentação bancária que comprovou a origem dos recursos e recebeu os R$ 100 mil de volta. O caso foi registrado como adulteração de sinal identificador de veículo automotor e a ausência das placas continua sob apuração.
Abordagem policial encontra R$ 100 mil em carro de luxo ligado a Toguro
O influenciador digital e empresário Tiago Ribeiro de Lima, conhecido nacionalmente como Toguro, teve seu nome envolvido em uma ocorrência policial na noite de quinta-feira, 29 de outubro de 2026, depois que a Polícia Militar encontrou R$ 100 mil em dinheiro vivo dentro de uma Mercedes-Benz que circulava sem placas de identificação em Guarulhos, na Grande São Paulo.
A abordagem ocorreu por volta das 21h45, na Avenida Santos Dumont, na região de Cumbica, em Guarulhos.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o veículo era ocupado por dois homens: o motorista, de 22 anos, e um passageiro.
O condutor informou aos policiais que trabalhava para o influenciador Toguro e que a quantia encontrada pertencia ao empresário.
A situação chamou a atenção dos agentes porque, além da ausência das placas de identificação, havia uma quantia expressiva em espécie sendo transportada dentro do automóvel.
Durante a fiscalização, os policiais realizaram buscas no interior da Mercedes-Benz e localizaram uma sacola plástica preta que guardava uma caixa de sapatos. Dentro dela estavam os R$ 100 mil.
A quantia foi inicialmente apreendida para verificação de sua procedência.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e em portais de notícias depois que a identidade do proprietário dos recursos foi associada ao influenciador, conhecido pelos conteúdos sobre musculação, fisiculturismo, empreendedorismo e estilo de vida.
Quem estava no veículo e qual seria o destino dos R$ 100 mil?
De acordo com as informações do registro policial divulgadas pelo Metrópoles e pela CNN Brasil, o motorista, de 22 anos, declarou que era funcionário de Toguro e que transportava o dinheiro para realizar o pagamento de uma negociação envolvendo outro veículo de luxo.
O destino informado era o município de Arujá, também na Grande São Paulo.
Segundo a versão apresentada aos policiais, a quantia seria entregue ao influenciador Lúcio dos Santos Lima, conhecido como Cerol, em uma unidade da academia Smart Fit localizada no município.
A finalidade seria o pagamento de um Cadillac Escalade, automóvel de luxo da fabricante norte-americana Cadillac.
A operação, portanto, não teria relação com pagamento de serviços, dívidas ou movimentações financeiras de natureza desconhecida, segundo a explicação inicialmente apresentada pelo motorista. A versão registrada era a de uma negociação comercial envolvendo a compra de outro automóvel.
O motorista, entretanto, não conseguiu explicar aos policiais o motivo pelo qual a Mercedes-Benz estava circulando sem as placas de identificação.
Esse detalhe levou a ocorrência a ser encaminhada à Polícia Civil para investigação.
Quem são os envolvidos no episódio?
Tiago Ribeiro de Lima, o Toguro
Influenciador digital, empresário e criador de conteúdo voltado ao universo fitness. É conhecido pela criação da Mansão Maromba e por sua atuação comercial no segmento de produtos, bebidas e entretenimento digital.
Segundo as autoridades, era o proprietário dos R$ 100 mil encontrados no veículo. Compareceu à delegacia, apresentou documentação bancária e teve o dinheiro devolvido.
Lúcio dos Santos Lima, o Cerol
Influenciador digital que, segundo o relato apresentado pelo motorista, seria o destinatário do dinheiro em Arujá. A quantia estaria relacionada à negociação de um Cadillac Escalade.
Não há indicação, nas informações divulgadas, de que Cerol tenha sido acusado de irregularidade criminal nesse episódio.
Motorista de 22 anos
Funcionário que conduzia a Mercedes-Benz. Foi ele quem informou aos policiais que trabalhava para Toguro, identificou o proprietário do dinheiro e explicou a finalidade da viagem.
Sua identidade completa não foi divulgada nas reportagens consultadas.
Segundo ocupante do automóvel
Um passageiro também estava no veículo durante a abordagem. Seu nome e sua participação específica na transação não foram divulgados.
Daniel Bill de Souza Toledo
Delegado responsável pelo 4º Distrito Policial de Guarulhos, onde a ocorrência foi registrada. Determinou inicialmente a apreensão do dinheiro e do veículo e solicitou a realização de perícia na Mercedes-Benz.
Dinheiro estava escondido em caixa de sapatos dentro de sacola preta
Outro detalhe que chamou a atenção na ocorrência foi a maneira como os R$ 100 mil estavam acondicionados.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Militar e reproduzidas pelos veículos de comunicação, o dinheiro estava dentro de uma caixa de sapatos, guardada em uma sacola plástica preta no interior do automóvel.
A localização do dinheiro ocorreu durante uma fiscalização motivada pela ausência das placas.
A quantia foi recolhida inicialmente pelos policiais porque seria necessário verificar sua procedência e esclarecer a razão de estar sendo transportada daquela maneira.
É importante destacar que transportar dinheiro em espécie não constitui, por si só, crime no Brasil. A investigação precisava verificar se os recursos tinham origem lícita e se havia alguma irregularidade relacionada à operação.
Foi justamente para esclarecer esse ponto que Toguro compareceu à delegacia.
Mercedes-Benz estava registrada em nome da empresa Marketing Gael Ltda.
Segundo o relato apresentado pelo motorista, a Mercedes-Benz estava registrada em nome da empresa Marketing Gael Ltda., vinculada ao influenciador.
O automóvel estava sem as placas de identificação quando foi abordado na Avenida Santos Dumont.
A ausência da identificação veicular foi o motivo apresentado pela Polícia Militar para justificar a fiscalização.
Após a abordagem, os dois ocupantes foram encaminhados ao 4º Distrito Policial de Guarulhos.
A autoridade policial determinou a apreensão do veículo e solicitou perícia para esclarecer as circunstâncias relacionadas à ausência das placas.
Até as informações publicadas pelas reportagens consultadas, não havia confirmação de que o automóvel também tivesse sido liberado. A confirmação de devolução divulgada pela SSP-SP refere-se aos R$ 100 mil.
Toguro comparece à delegacia e comprova a origem dos R$ 100 mil
Depois da repercussão da ocorrência, Tiago Ribeiro de Lima compareceu ao 4º Distrito Policial de Guarulhos para prestar esclarecimentos.
O influenciador apresentou documentação bancária que, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, comprovou a origem lícita do dinheiro.
Os documentos também confirmaram a versão apresentada pelo motorista sobre a propriedade da quantia.
Após a análise da documentação, os R$ 100 mil foram devolvidos a Toguro.
A informação foi confirmada pela SSP-SP e divulgada pela Agência Estado, pelo UOL e pela CNN Brasil.
A devolução do dinheiro é um detalhe fundamental para compreender o desfecho inicial da ocorrência: a quantia não permaneceu apreendida depois que o influenciador apresentou os documentos solicitados.
Também é importante esclarecer que Toguro não foi apresentado pelas reportagens como preso ou indiciado por crime nesse episódio.
A investigação divulgada concentra-se na situação do veículo que circulava sem placas de identificação.
Qual é o crime investigado? Artigo 311 do Código Penal
A ocorrência foi registrada no 4º Distrito Policial de Guarulhos como adulteração de sinal identificador de veículo automotor, prevista no artigo 311 do Código Penal.
O dispositivo trata da adulteração, remarcação ou supressão de sinais identificadores de veículos automotores, seus componentes e equipamentos, nas hipóteses previstas pela legislação.
A pena básica prevista para o crime é de reclusão de três a seis anos e multa, com outras hipóteses específicas de responsabilização previstas no próprio artigo.
No caso da Mercedes-Benz relacionada a Toguro, a Polícia Civil solicitou perícia para esclarecer por que o automóvel circulava sem placas.
Entretanto, é necessário fazer uma distinção jurídica: o registro da ocorrência sob determinada classificação penal não significa que Toguro tenha sido condenado, indiciado ou considerado autor de adulteração.
As reportagens não informam que o influenciador tenha recebido uma imputação criminal nesse episódio.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da ausência das placas, a situação documental do veículo e eventual responsabilidade das pessoas envolvidas.
Toguro quebra o silêncio e afirma que o dinheiro tinha origem 100% lícita
Na sexta-feira, 30 de outubro, depois dos acontecimentos, Toguro utilizou suas redes sociais para comentar a repercussão.
O influenciador publicou uma fotografia registrada dentro do 4º Distrito Policial de Guarulhos e posteriormente divulgou vídeos em que falou sobre sua trajetória profissional e a origem de seus recursos.
Segundo reportagem do Portal POP Mais, ele afirmou que o dinheiro era totalmente lícito e lamentou o impacto que a notícia provocou entre seus familiares, amigos e patrocinadores.
Em uma das declarações, disse:
“Mesmo o dinheiro sendo meu, 100% lícito, é uma mídia ruim. Para a sociedade, parece que influenciador ganhar dinheiro é algo negativo.”
O influenciador também demonstrou insatisfação com a repercussão do caso e pediu maior equilíbrio na cobertura de sua imagem.
Em outro trecho, comentou a preocupação provocada pela notícia:
“Meu pai me ligando, meus patrocinadores me ligando, meus amigos, colegas. Nota assusta hoje as pessoas.”
A declaração demonstra que a publicação da ocorrência provocou preocupação em seu círculo pessoal e profissional, mesmo depois de a origem dos recursos ter sido comprovada e o valor devolvido.
Influenciador destaca carreira, patrocinadores e faturamento do canal
Toguro também aproveitou as manifestações para falar sobre sua trajetória no ambiente digital.
Segundo o influenciador, sua carreira já soma aproximadamente 20 anos de atividade.
Ele afirmou possuir mais de dez patrocinadores e declarou que seu canal no YouTube registra mais de 40 milhões de acessos mensais.
Em uma das mensagens reproduzidas pelo UOL, afirmou:
“Nunca vou querer algo que não seja meu e que eu não mereça.”
O criador de conteúdo também mencionou sua origem na periferia da zona leste de São Paulo e ressaltou os valores que atribui à educação recebida da mãe.
A manifestação teve o objetivo de responder às dúvidas sobre sua condição financeira e reforçar que, segundo sua versão, o dinheiro encontrado no automóvel tinha origem legítima.
É importante registrar que os números de carreira, patrocínios e acessos foram declarações do próprio influenciador, não uma auditoria independente de sua renda.
Quem é Toguro e como construiu sua trajetória empresarial?
Tiago Ribeiro de Lima, conhecido como Toguro, tornou-se conhecido inicialmente pela produção de vídeos relacionados à musculação, ao fisiculturismo e à rotina de treinamento.
Com o crescimento de sua audiência, passou a desenvolver projetos empresariais e a construir uma presença comercial nas redes sociais.
Entre suas iniciativas mais conhecidas está a Mansão Maromba, associada à produção de conteúdos e ao universo fitness.
O influenciador também ampliou sua atuação para o mercado de bebidas e produtos associados à sua marca.
Sua presença no ambiente digital é marcada por publicidade, participações em podcasts, parcerias comerciais e conteúdos de entretenimento.
Esse conjunto de atividades faz parte da explicação apresentada por ele sobre como construiu seu patrimônio e obteve recursos para realizar negociações de veículos de alto valor.
O que ainda falta esclarecer sobre o caso?
Embora a origem dos R$ 100 mil tenha sido comprovada perante a autoridade policial e o dinheiro tenha sido devolvido, a ocorrência envolvendo a Mercedes-Benz ainda exige esclarecimentos.
Os principais pontos são:
- Ausência das placas: por que o automóvel circulava sem identificação veicular?
- Situação documental: qual era a condição administrativa do veículo no momento da abordagem?
- Perícia: o exame solicitado pela Polícia Civil identificou alguma adulteração nos sinais identificadores?
- Responsabilidade: quem era responsável pela retirada ou ausência das placas?
- Negociação comercial: quais eram as condições da compra do Cadillac Escalade e qual seria o papel de Cerol na transação?
- Destino do automóvel: a situação da apreensão da Mercedes-Benz ainda precisa ser esclarecida oficialmente.
Essas perguntas não significam que houve irregularidade na origem do dinheiro. A documentação foi apresentada, aceita e os R$ 100 mil foram devolvidos.
O ponto que continua em apuração é a situação do veículo sem placas.
Conclusão: dinheiro devolvido após comprovação da origem, mas investigação sobre Mercedes sem placas continua
O episódio envolvendo Toguro em Guarulhos ganhou repercussão nacional porque reuniu três elementos que chamaram a atenção do público: R$ 100 mil em dinheiro vivo, um automóvel de luxo sem placas e uma negociação envolvendo outro influenciador digital.
A abordagem aconteceu na noite de 29 de outubro, na Avenida Santos Dumont, em Cumbica.
O motorista de 22 anos afirmou trabalhar para Tiago Ribeiro de Lima e explicou que o dinheiro seria utilizado na compra de um Cadillac Escalade, em uma negociação relacionada a Lúcio dos Santos Lima, conhecido como Cerol.
Os R$ 100 mil foram encontrados em uma caixa de sapatos dentro de uma sacola preta.
Após comparecer à delegacia e apresentar documentação bancária, Toguro teve a origem dos recursos reconhecida pela autoridade policial e recebeu o valor de volta.
A ocorrência, entretanto, continua relevante por causa da ausência das placas da Mercedes-Benz, situação registrada como adulteração de sinal identificador de veículo automotor e submetida à investigação.
O caso também demonstra como uma ocorrência policial pode rapidamente ganhar grandes proporções nas redes sociais, atingindo a imagem pública de um profissional antes mesmo da conclusão das verificações.
A informação mais importante é que os R$ 100 mil foram devolvidos depois da comprovação documental de sua origem. Não há, nas informações divulgadas, comprovação de que Toguro tenha cometido crime relacionado ao dinheiro. A investigação remanescente diz respeito principalmente às circunstâncias em que o veículo circulava sem placas.
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