
Vídeo mostra tentativa de invasão do Comando Vermelho a área dominada pela milícia em Guaratiba
Imagens registram criminosos fortemente armados desembarcando de uma van na Zona Oeste do Rio. A Polícia Militar afirma que a ofensiva foi frustrada após ação de inteligência, e a Polícia Civil investiga a participação de integrantes da chamada “Tropa do RD”, ligada ao Comando Vermelho.
Uma operação de inteligência da Polícia Militar impediu uma tentativa de invasão de criminosos do Comando Vermelho (CV) a uma área controlada pela milícia em Ilha de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que mostra um grupo de homens fortemente armados desembarcando de uma van e seguindo em direção a uma área de mata.
As imagens, registradas na Estrada Paiva Muniz, mostram pelo menos 12 homens usando roupas camufladas e portando fuzis. Segundo a Polícia Militar, o grupo fazia parte de uma ofensiva planejada para tentar assumir o controle territorial da região, marcada por constantes disputas entre organizações criminosas rivais.
Inteligência da PM monitorava movimentação
De acordo com o comando do 27º Batalhão da Polícia Militar (Santa Cruz), o setor de inteligência já acompanhava a movimentação de suspeitos na região antes da tentativa de invasão.
As informações obtidas pelos policiais permitiram identificar o deslocamento do grupo e antecipar o reforço do policiamento em pontos estratégicos da região.
Com base nesse monitoramento, equipes foram posicionadas para montar um cerco tático, impedindo que os criminosos avançassem até a área dominada pela milícia.
Ao perceberem a chegada das forças de segurança, os suspeitos abandonaram a van utilizada no deslocamento e fugiram pela vegetação, aproveitando a extensa área de mata existente na região.
Polícia investiga ligação com a “Tropa do RD”
Segundo as investigações preliminares, os suspeitos seriam integrantes da chamada Tropa do RD, grupo apontado pelas autoridades como um braço operacional do Comando Vermelho.
A Polícia Civil trabalha para identificar todos os participantes da ação, esclarecer a logística utilizada na tentativa de invasão e apurar a participação de outros integrantes da organização criminosa.
Também são analisadas imagens de câmeras de segurança e outros elementos que possam auxiliar na identificação dos envolvidos.
Van utilizada havia sido roubada
Durante as buscas, policiais localizaram a van utilizada pelo grupo criminoso.
Segundo a Polícia Militar, o veículo foi encontrado abandonado na Rua Represa Manoel Carlos, também em Guaratiba, na noite de segunda-feira (27).
A corporação informou que a van possuía registro de roubo e deverá passar por perícia para coleta de impressões digitais, material genético e outros vestígios que possam contribuir para a investigação.
Reforço policial na região
Após a tentativa de invasão, a Polícia Militar ampliou o policiamento em Guaratiba para evitar novos confrontos e impedir novas investidas de grupos criminosos.
Além das equipes do 27º BPM (Santa Cruz), participaram da operação policiais do 40º BPM (Campo Grande), do Grupamento Aeromóvel (GAM) e do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM).
As forças de segurança realizaram patrulhamento terrestre e aéreo, intensificando o monitoramento das áreas consideradas estratégicas.
Disputa por território
A Zona Oeste do Rio de Janeiro permanece como uma das regiões mais afetadas pela disputa entre facções criminosas e grupos milicianos.
Segundo as autoridades de segurança pública, essas organizações buscam ampliar o controle sobre comunidades e áreas estratégicas, exercendo influência sobre atividades ilícitas e disputando territórios.
As operações policiais têm como objetivo reduzir o avanço dessas organizações, preservar a segurança da população e impedir confrontos armados que colocam moradores em risco.
Investigação continua
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos na tentativa de invasão, localizar os criminosos que fugiram pela mata e esclarecer toda a estrutura utilizada na ação.
As autoridades também buscam determinar a origem do armamento empregado pelo grupo, identificar possíveis responsáveis pelo apoio logístico e verificar se há ligação com outras ações criminosas registradas recentemente na Zona Oeste da capital fluminense.