
EUA ampliam ajuda à Venezuela após terremotos e destinam mais de R$ 1,5 bilhão para assistência humanitária
Governo dos Estados Unidos dobra recursos para atender vítimas da tragédia, enquanto equipes internacionais reforçam operações de resgate e apoio aos desabrigados
Os Estados Unidos anunciaram um reforço significativo na assistência humanitária destinada à Venezuela após os terremotos devastadores que atingiram o país na última semana. O governo do presidente Donald Trump confirmou nesta segunda-feira (29) que o pacote de ajuda emergencial foi ampliado para mais de US$ 300 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão, dobrando o valor inicialmente anunciado.
A nova rodada de recursos busca ampliar o atendimento às milhares de pessoas afetadas pelos tremores que provocaram destruição em larga escala, deixando cidades inteiras parcialmente devastadas e colocando o sistema de emergência venezuelano sob enorme pressão.
Recursos serão destinados a saúde, alimentação, água e abrigo
Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, os recursos serão utilizados para atender as necessidades mais urgentes da população atingida pela tragédia.
Entre as principais áreas contempladas estão:
- atendimento médico de emergência;
- distribuição de alimentos;
- fornecimento de água potável;
- saneamento básico;
- construção de abrigos temporários;
- proteção às famílias afetadas;
- apoio logístico às operações de resgate.
A ajuda será executada por meio de organizações humanitárias internacionais que já atuam na região, entre elas:
- Samaritan’s Purse;
- Catholic Relief Services;
- Organização Internacional para as Migrações (OIM);
- Unicef;
- Programa Mundial de Alimentos (PMA);
- Cruz Vermelha.
Essas instituições trabalham em conjunto para acelerar a distribuição dos suprimentos e garantir assistência às áreas mais atingidas.
Equipes de resgate americanas reforçam operações
Além do apoio financeiro, Washington ampliou sua presença nas operações de emergência.
O governo norte-americano enviou quatro equipes especializadas em busca e resgate urbano, compostas por mais de 300 socorristas, acompanhados por cães farejadores treinados para localizar vítimas sob os escombros.
Os Estados Unidos também participaram dos esforços para restabelecer parcialmente o funcionamento do Aeroporto Internacional de Caracas, fundamental para a chegada de ajuda internacional e transporte de suprimentos.
Navios militares americanos permanecem mobilizados para oferecer suporte logístico às operações humanitárias.
Tragédia já deixou milhares de vítimas
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados na costa caribenha da Venezuela na última quarta-feira (24), provocaram uma das maiores tragédias naturais da história recente do país.
Segundo os dados oficiais mais recentes divulgados pelas autoridades venezuelanas:
- mais de 1.450 pessoas morreram;
- aproximadamente 3.150 ficaram feridas;
- milhares permanecem desalojadas.
Já estimativas de organismos ligados às Nações Unidas apontam que mais de 50 mil pessoas ainda podem estar desaparecidas, número que continua sendo atualizado conforme avançam as buscas.
As equipes de resgate seguem trabalhando em condições extremamente difíceis, enfrentando estruturas instáveis, calor intenso e sucessivos tremores secundários que aumentam o risco para socorristas e sobreviventes.
Tremores continuam preocupando autoridades
Enquanto as operações de resgate prosseguem, novos abalos sísmicos continuam sendo registrados na região.
Nesta segunda-feira, um novo tremor foi sentido em Caracas e no estado de La Guaira, aumentando a preocupação com novos desabamentos e dificultando ainda mais os trabalhos das equipes de emergência.
Especialistas alertam que terremotos secundários são comuns após eventos sísmicos de grande magnitude e podem continuar ocorrendo durante semanas.
Relações entre EUA e Venezuela passam por mudanças
A ampliação da ajuda humanitária acontece em um momento de mudanças no relacionamento entre Washington e Caracas.
Nos últimos meses, as relações diplomáticas passaram por uma reaproximação após mudanças no cenário político venezuelano, permitindo maior cooperação internacional durante a crise humanitária provocada pelos terremotos.
Com o envio de recursos financeiros, equipamentos, especialistas e equipes de busca, os Estados Unidos se consolidam entre os maiores apoiadores internacionais das operações de assistência às vítimas, enquanto organizações humanitárias seguem alertando que a reconstrução das regiões devastadas poderá levar anos e exigirá cooperação contínua da comunidade internacional.