Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que poupasse empresas brasileiras de novo tarifaço dos EUA

Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que poupasse empresas brasileiras de novo tarifaço dos EUA

Senador afirma que defendeu o agro, o Pix e o etanol brasileiro em conversa com Donald Trump e aposta em relação mais forte entre Brasil e Estados Unidos no futuro

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (2) que pediu diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que empresas brasileiras não fossem atingidas pelo novo pacote de tarifas comerciais anunciado pelo governo americano.

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Itatiaia, em meio à repercussão da proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre parte das mercadorias brasileiras. Segundo o senador, o encontro na Casa Branca serviu para abrir diálogo e defender setores estratégicos da economia nacional.

“Eu pedi expressamente para não taxarem as empresas brasileiras”, afirmou Flávio, ao relatar a conversa com Trump durante visita recente aos Estados Unidos.

O parlamentar destacou que argumentou em favor da importância do agronegócio brasileiro para o mercado internacional e também citou o Pix e o etanol como símbolos da força econômica e tecnológica do país.

Durante a entrevista, Flávio disse acreditar que uma futura mudança política no Brasil poderá aproximar novamente Brasília e Washington. Segundo ele, um eventual governo de direita em 2027 teria condições de negociar “de igual para igual” com os americanos.

A fala acontece em um momento de forte tensão diplomática entre os dois países. O governo dos EUA concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e apontou supostas práticas consideradas desleais em áreas como comércio digital, meio ambiente e sistema financeiro.

Mesmo sem a entrada imediata das tarifas em vigor, o anúncio provocou preocupação em setores do agro, da indústria e do comércio exterior, que temem impactos sobre exportações brasileiras e perda de competitividade no mercado internacional.

Flávio também aproveitou a entrevista para defender ativos nacionais frequentemente criticados por setores internacionais, como o Pix e o etanol. Para aliados do senador, a postura demonstra tentativa de preservar empresas brasileiras em meio ao embate político e comercial entre os governos.

Nos bastidores, integrantes da oposição afirmam que o senador buscou construir uma ponte diplomática informal com o governo Trump para evitar prejuízos econômicos maiores ao Brasil. Já governistas criticam a aproximação entre membros da família Bolsonaro e autoridades americanas em meio à escalada da crise comercial.

O episódio amplia ainda mais o clima de polarização política envolvendo as relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra integrantes do governo americano e aliados do bolsonarismo.

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