
Irmão de Michelle Bolsonaro sai em defesa de Flávio e nega boicote à pré-candidatura do senador
Eduardo Torres afirma que desentendimento familiar foi um episódio pontual, reforça apoio ao nome de Flávio Bolsonaro para a Presidência e pede que questões pessoais não sejam confundidas com o projeto político
Em meio às discussões que tomaram conta dos bastidores do Partido Liberal (PL), Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmou que não existe qualquer movimento para enfraquecer a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A declaração foi feita durante um evento político realizado nesta semana, poucos dias após a repercussão das críticas públicas feitas por Michelle ao enteado.
Ao comentar a crise familiar, Eduardo procurou separar os conflitos pessoais das articulações eleitorais e afirmou que o episódio não altera o apoio ao projeto político do partido.
“O que aconteceu nesta semana nada mais foi do que alguns esclarecimentos”, declarou.
Segundo ele, as divergências familiares não devem ser interpretadas como um rompimento político nem como uma tentativa de inviabilizar a candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Flávio é o candidato”, afirma Eduardo Torres
Durante o evento, Eduardo Torres reforçou que Flávio Bolsonaro continua sendo o nome escolhido pelo Partido Liberal para disputar a Presidência da República e negou qualquer tipo de articulação para enfraquecer sua campanha.
“Nunca foi feito um boicote e nunca foi falado nada contra o candidato Flávio Bolsonaro”, afirmou.
O irmão de Michelle ressaltou que uma eventual discordância em assuntos familiares não interfere no apoio ao projeto político defendido pelo grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para Eduardo, é importante distinguir os debates internos da estratégia eleitoral construída pelo partido para as eleições de 2026.
Defesa da irmã não muda apoio político
Embora tenha reafirmado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, Eduardo Torres também fez questão de defender Michelle Bolsonaro diante das declarações recentes.
Segundo ele, qualquer ataque direcionado à irmã será contestado, independentemente de quem seja o autor.
“Uma coisa é o candidato em quem acreditamos. Outra é o tratamento dado à minha irmã. Isso eu vou defender sempre”, afirmou.
Na avaliação de Eduardo, o desgaste vivido nos últimos dias é passageiro e poderá ser superado por meio do diálogo entre os integrantes da família.
Entenda a origem da crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro
A tensão entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro ganhou repercussão nacional após a ex-primeira-dama divulgar um vídeo relatando um episódio ocorrido em novembro de 2025.
Na gravação, Michelle afirmou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa telefônica com o senador, classificando o episódio como uma “punhalada”.
Segundo ela, o desentendimento aconteceu após manifestações públicas sobre alianças políticas no Ceará. Michelle defendia o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo), enquanto divergências em torno das estratégias eleitorais acabaram gerando o conflito familiar.
Além disso, Michelle afirmou que vinha sendo alvo de ataques constantes nas redes sociais, que atribuiu a um grupo organizado de críticos.
Michelle e Flávio buscaram reduzir a tensão após repercussão
Depois da ampla repercussão do caso, Michelle Bolsonaro voltou às redes sociais para afirmar que não guarda ressentimentos e que a divulgação do vídeo teve como objetivo esclarecer fatos que, segundo ela, estariam sendo interpretados de maneira equivocada.
Flávio Bolsonaro também se pronunciou publicamente. O senador pediu desculpas à ex-primeira-dama e afirmou que jamais teve a intenção de ofendê-la ou causar qualquer tipo de sofrimento.
Desde então, aliados do grupo político têm trabalhado nos bastidores para reduzir os impactos da crise e preservar a unidade da direita diante das articulações para as eleições de 2026.
Direita busca manter unidade para o cenário eleitoral
Apesar das divergências familiares que vieram a público, lideranças próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro continuam defendendo que o episódio não compromete o projeto político do Partido Liberal.
As declarações de Eduardo Torres reforçam esse discurso ao afirmar que as diferenças pessoais não representam um rompimento dentro do grupo e que o foco permanece na organização da campanha presidencial e das eleições do próximo ano.