Lula diz que “ainda falta muito a fazer” na saúde, mas afirma que Brasil vive “revolução” em comparação com governo anterior

Lula diz que “ainda falta muito a fazer” na saúde, mas afirma que Brasil vive “revolução” em comparação com governo anterior

Presidente fez a declaração durante cerimônia de sanção de lei que busca estimular a produção nacional de medicamentos, vacinas e insumos médicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que ainda há muito a ser feito para melhorar a saúde pública brasileira, mas disse que o país vive uma “revolução” quando comparado ao governo anterior. A declaração foi feita durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, para a sanção da lei que cria uma estratégia nacional de fortalecimento da indústria da saúde.

Em um discurso breve, de pouco mais de um minuto, Lula agradeceu ao Congresso Nacional pela aprovação da proposta e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A nova legislação estabelece diretrizes para incentivar a produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O presidente também pediu desculpas pelo atraso para a cerimônia. O evento estava previsto para começar às 11h, mas teve início por volta do meio-dia.

Lula critica ministros do governo Bolsonaro

Ao elogiar Alexandre Padilha, Lula fez uma comparação com os ministros que comandaram a Saúde durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O presidente afirmou que, diante da atuação do atual ministro e do cenário que encontrou anteriormente, considera que o país passou por uma transformação.

“Sei que ainda falta muita coisa a fazer, que devemos muito às mulheres, aos homens e às crianças desse país. Mas posso dizer que, sem fazer comparação, vendo você falar e vendo os três ministros mequetrefes que o governo passado teve, vou dizer que esse país fez uma revolução”, afirmou.

Durante a fala, Lula mencionou uma “revolução na educação”, embora a cerimônia tratasse de políticas públicas de saúde. A referência foi interpretada como um provável equívoco do presidente, já que o tema central do evento era a estratégia nacional para o complexo econômico-industrial da saúde.

No governo Bolsonaro, o Ministério da Saúde foi comandado por Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga.

Nova lei busca reduzir dependência de produtos importados

A lei sancionada por Lula cria uma estratégia nacional voltada ao fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde. O objetivo é ampliar a capacidade brasileira de produzir medicamentos, vacinas, equipamentos e outros insumos considerados essenciais para o SUS.

A proposta também busca reduzir a dependência do Brasil em relação a fornecedores estrangeiros e aumentar a autonomia tecnológica do país em áreas estratégicas.

A estratégia envolve a articulação entre políticas de saúde, indústria, ciência, tecnologia e inovação. A expectativa do governo é estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento e fortalecer a cadeia produtiva nacional.

Presidente diz viver “melhor momento” ao falar de saúde

Durante o evento, Lula afirmou que vive seu “melhor momento de prazer falando da saúde desse país”. Apesar do tom positivo, reconheceu que o governo ainda precisa avançar em diversas áreas.

“Sei que ainda tem muita coisa a fazer. Sei que devemos muito”, declarou.

A nova política é apresentada pelo governo como uma iniciativa de longo prazo para ampliar a capacidade de resposta do Brasil em situações de emergência sanitária e diminuir a vulnerabilidade do país diante de crises internacionais e interrupções no fornecimento de produtos essenciais.

Ao defender a importância da estratégia, Lula afirmou que discutir o futuro do Brasil passa pela garantia de melhores condições de vida e saúde para a população.

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