
Lula participa do lançamento da Fragata Cunha Moreira e destaca investimento de R$ 13,9 bilhões na modernização da Marinha
Terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré reforça a defesa da Amazônia Azul, prevê geração de 23 mil empregos e amplia a transferência de tecnologia para a indústria brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC), da cerimônia de lançamento ao mar e do batismo da Fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT). O projeto é considerado uma das principais iniciativas de modernização da Marinha do Brasil e integra tanto o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) quanto a política da Nova Indústria Brasil (NIB).
Construída no TKMS Estaleiro Brasil Sul, a fragata é resultado da parceria da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis, formada pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech. O empreendimento busca fortalecer a capacidade operacional da Marinha, estimular a indústria nacional de defesa e ampliar a produção de tecnologia desenvolvida no país.
Investimento bilionário e geração de milhares de empregos
O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões são financiados por recursos do Novo PAC.
Além do impacto estratégico para a defesa nacional, o governo estima que o programa deverá movimentar significativamente a economia brasileira, com a criação de aproximadamente 23 mil empregos durante sua execução.
Desse total, a previsão é de:
- 2 mil empregos diretos;
- 6 mil empregos indiretos;
- 15 mil empregos induzidos em diversos setores da economia.
Segundo dados oficiais, o programa já atingiu cerca de 76% de execução física, demonstrando o avanço das obras e da incorporação tecnológica das futuras embarcações.
Cunha Moreira é a terceira fragata do programa
A Fragata Cunha Moreira é a terceira embarcação construída dentro do projeto.
Antes dela, a Marinha do Brasil já recebeu:
- Fragata Tamandaré, incorporada em agosto de 2024;
- Fragata Jerônimo de Albuquerque, entregue em agosto de 2025.
Após o lançamento ao mar, a Cunha Moreira entrará na fase de instalação de sistemas eletrônicos, sensores, armamentos, testes de navegação e certificações operacionais. A previsão oficial é que a embarcação seja incorporada à frota da Marinha em 2028.
Batismo marca uma das etapas mais importantes da construção
O lançamento ao mar representa um dos momentos mais simbólicos da construção naval.
Durante a cerimônia foi realizado o tradicional batismo da embarcação, quando uma garrafa de espumante é lançada contra o casco do navio. O ritual simboliza o início da fase em que a embarcação passa a realizar testes de flutuação e preparação para as futuras operações no mar.
Fragatas reforçarão a proteção da Amazônia Azul
O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção de quatro navios militares de alta tecnologia.
Cada embarcação possui aproximadamente:
- 107 metros de comprimento;
- deslocamento de cerca de 3.500 toneladas;
- convés de voo e hangar para helicópteros;
- modernos radares e sensores integrados;
- sistemas avançados de combate e armamentos.
O principal objetivo é ampliar a capacidade da Marinha na proteção da chamada Amazônia Azul, área marítima brasileira com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, considerada estratégica para a exploração de recursos naturais, rotas comerciais e segurança nacional.
As fragatas também serão utilizadas em missões de patrulhamento, defesa da costa, operações de busca e salvamento, proteção das plataformas de petróleo e participação em ações internacionais de cooperação marítima.
Transferência de tecnologia fortalece indústria nacional
Outro ponto considerado estratégico pelo governo é a transferência de tecnologia para empresas brasileiras.
O programa foi estruturado para ampliar a participação da indústria nacional na fabricação, manutenção e modernização dos navios militares, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros ao longo do ciclo de vida das embarcações.
A expectativa é que o conhecimento adquirido fortaleça o setor de defesa brasileiro, aumente a competitividade das empresas nacionais e gere oportunidades para diversos segmentos industriais ligados à engenharia, metalurgia, tecnologia, sistemas eletrônicos e construção naval.
Com a construção das quatro fragatas, o Brasil busca renovar parte de sua frota naval e ampliar sua capacidade de atuação em águas jurisdicionais, ao mesmo tempo em que impulsiona investimentos, inovação tecnológica e geração de empregos qualificados.