
Lula sanciona lei que permite isenção de ISS para a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil
Nova legislação autoriza estados e municípios a concederem benefício fiscal para empresas ligadas ao torneio; competição será realizada em oito cidades brasileiras e promete impulsionar investimentos, turismo e geração de empregos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (29), a Lei Complementar nº 232/2026, que estabelece as regras para a concessão de isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) às empresas diretamente envolvidas na organização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. A competição será realizada pela primeira vez no Brasil e marcará também a estreia do torneio em solo sul-americano.
A nova legislação foi publicada no Diário Oficial da União e entrou em vigor imediatamente. A medida faz parte dos compromissos assumidos pelo governo brasileiro durante o processo de candidatura que garantiu ao país o direito de sediar o maior evento do futebol feminino mundial.
Como funcionará a isenção do ISS
Embora a lei autorize a concessão do benefício fiscal, a isenção não será automática.
Como o ISS é um imposto de competência municipal, caberá a cada prefeitura e ao Distrito Federal decidir, por meio de legislação própria, se concederá ou não o incentivo às empresas participantes da organização do torneio.
Além disso, somente poderão ser beneficiadas as pessoas jurídicas que já tenham direito aos incentivos fiscais federais previstos para a realização da Copa do Mundo Feminina. O período da isenção municipal também deverá acompanhar o prazo estabelecido pela União.
Na prática, a legislação cria as condições legais para que estados e municípios possam aderir ao programa de incentivos, preservando sua autonomia administrativa.
Governo aposta em legado econômico e turístico
Segundo o governo federal, a medida atende às exigências assumidas junto à FIFA durante o processo de candidatura e busca garantir segurança jurídica para a realização do evento.
A expectativa é que os incentivos fiscais facilitem a contratação de serviços, atraiam investimentos privados e contribuam para a modernização da infraestrutura das cidades-sede.
Além dos benefícios esportivos, a Copa do Mundo Feminina de 2027 deverá impulsionar setores como:
- turismo;
- hotelaria;
- transporte;
- gastronomia;
- comércio;
- tecnologia;
- prestação de serviços.
A realização do torneio também deve estimular a geração de empregos temporários e permanentes, além de ampliar a visibilidade internacional do Brasil como destino para grandes eventos esportivos.
Oito cidades receberão jogos da Copa Feminina
A competição será disputada em oito capitais brasileiras:
- Belo Horizonte;
- Brasília;
- Fortaleza;
- Porto Alegre;
- Recife;
- Rio de Janeiro;
- Salvador;
- São Paulo.
Essas cidades deverão receber investimentos em mobilidade urbana, infraestrutura esportiva, segurança, turismo e serviços públicos para atender ao fluxo esperado de torcedores, delegações e visitantes estrangeiros.
Incentivos fiscais fazem parte dos acordos internacionais
A concessão de benefícios tributários é uma prática comum entre os países que sediam grandes eventos esportivos internacionais.
Esses incentivos costumam integrar os cadernos de encargos apresentados às entidades organizadoras e têm como objetivo reduzir custos operacionais, facilitar investimentos e assegurar as condições necessárias para a realização da competição.
No caso da Copa do Mundo Feminina de 2027, a nova legislação estabelece apenas as regras gerais, mantendo a autonomia dos municípios para decidir sobre a adoção da isenção do ISS.
Brasil será palco de um marco histórico
A edição de 2027 representará um momento histórico para o futebol feminino mundial.
Além de ser a primeira Copa Feminina realizada na América do Sul, o torneio reforça o protagonismo do Brasil na organização de grandes competições esportivas e pode deixar um importante legado para o desenvolvimento da modalidade, incentivando investimentos em infraestrutura, formação de atletas e fortalecimento do esporte feminino em todo o país.