
Lula volta a defender o fim da jornada 6×1 e cobra avanço de PEC que aguarda votação no Senado
Presidente afirma que proposta pode beneficiar cerca de 37 milhões de trabalhadores brasileiros e diz que mudança representa mais qualidade de vida; texto aprovado pela Câmara aguarda despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para iniciar tramitação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, nesta quarta-feira (8), o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 e cobrou o avanço da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema no Senado Federal. A manifestação foi feita por meio das redes sociais, em um momento em que a matéria permanece sem movimentação na Casa Legislativa.
Segundo Lula, a proposta representa uma transformação nas relações de trabalho e poderá beneficiar aproximadamente 37 milhões de trabalhadores brasileiros, ampliando não apenas o tempo de descanso, mas também a qualidade de vida da população.
“Mais do que reduzir horas no relógio, o objetivo é devolver o direito ao descanso, à saúde, aos estudos e ao convívio com a família. É vida além do trabalho”, escreveu o presidente.
Proposta segue parada no Senado
A mudança é tratada na PEC 221/2019, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado em 28 de maio de 2026.
Desde então, o texto aguarda um despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, etapa necessária para que a proposta seja distribuída às comissões e tenha sua tramitação oficialmente iniciada.
Enquanto esse procedimento não ocorre, a PEC permanece sem análise pelos senadores.
O que prevê a proposta
A proposta pretende extinguir o modelo conhecido como escala 6×1, no qual o trabalhador exerce atividades durante seis dias consecutivos e tem direito a apenas um dia de descanso semanal.
O objetivo é promover uma reorganização da jornada de trabalho, ampliando o período destinado ao descanso dos empregados e fortalecendo direitos relacionados à saúde física e mental, à convivência familiar e ao tempo disponível para educação, lazer e qualificação profissional.
Segundo defensores da medida, a mudança busca adaptar a legislação trabalhista às novas realidades do mercado de trabalho e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Lula reforça defesa da proposta
Na publicação feita nas redes sociais, Lula destacou que a discussão não se limita à redução da carga horária semanal.
Para o presidente, a proposta representa um avanço social ao garantir mais tempo para atividades fora do ambiente profissional.
Segundo ele, ampliar os períodos de descanso pode contribuir para melhorar a saúde, fortalecer os vínculos familiares e oferecer melhores condições para estudos e desenvolvimento pessoal.
Próximos passos no Congresso
Para que a proposta avance, o presidente do Senado deverá encaminhar a PEC para a tramitação legislativa.
Após esse despacho, o texto será analisado pelas comissões competentes e, posteriormente, poderá ser votado em dois turnos pelo plenário do Senado, conforme determina a Constituição para propostas de emenda constitucional.
Caso seja aprovada sem alterações pelos senadores, a PEC será promulgada pelo Congresso Nacional. Se houver modificações no texto aprovado pela Câmara, a proposta retornará aos deputados para nova análise.
Até o momento, não há previsão oficial para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dê andamento à tramitação da matéria. Enquanto isso, a proposta permanece aguardando o início de sua análise na Casa.