Tarcísio chega a 50% em pesquisa e abre 16 pontos sobre Haddad na disputa pelo governo de São Paulo

Tarcísio chega a 50% em pesquisa e abre 16 pontos sobre Haddad na disputa pelo governo de São Paulo

Levantamento do Paraná Pesquisas aponta governador à frente no primeiro turno, enquanto candidato do PT aparece com rejeição de 44,3%; cenário também foi testado em eventual segundo turno

A corrida pelo governo de São Paulo entra em uma nova fase com um levantamento que mostra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à frente de Fernando Haddad (PT). Segundo pesquisa divulgada pelo Paraná Pesquisas em 19 de agosto, Tarcísio aparece com 50% das intenções de voto, contra 33,8% de Haddad.

A diferença registrada pelo instituto é de 16,2 pontos percentuais no cenário de primeiro turno. O levantamento também mediu um eventual segundo turno entre os dois principais nomes e encontrou Tarcísio com 53%, diante de 36,9% de Haddad.

Os números fazem parte de uma fotografia do momento eleitoral e não representam, por si só, o resultado das urnas. A campanha ainda está em desenvolvimento, e fatores como exposição dos candidatos, alianças, debates, propaganda eleitoral e mudanças na conjuntura política podem alterar as intenções de voto ao longo dos próximos meses.

Rejeição aparece como outro ponto central da pesquisa

Além das intenções de voto, o levantamento mediu a rejeição dos candidatos — indicador que revela a parcela do eleitorado que afirma não votar em determinado nome de maneira alguma.

Nesse quesito, 44,3% dos entrevistados disseram que não votariam em Haddad de jeito nenhum. Tarcísio aparece com 27,4% de rejeição.

A diferença entre os dois indicadores é de 16,9 pontos percentuais.

O dado acrescenta uma segunda dimensão à disputa. Enquanto a intenção de voto mede a preferência declarada naquele momento, a rejeição mostra o tamanho do eleitorado que pode apresentar resistência à candidatura. Em uma eleição de dois turnos, essa variável pode ganhar importância à medida que os candidatos buscam ampliar suas alianças e alcançar eleitores que inicialmente não pretendem votar neles.

Pesquisa foi realizada em 80 municípios

O levantamento do Paraná Pesquisas ouviu 1.680 eleitores em 80 municípios do estado de São Paulo, entre os dias 16 e 18 de agosto de 2026.

A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-08913/2026. Segundo as informações divulgadas, o custo do levantamento foi de R$ 50 mil, pagos com recursos próprios do instituto.

Assim, considerando a margem de erro, os percentuais devem ser interpretados como estimativas dentro de um intervalo estatístico, e não como números exatos do eleitorado paulista.

Tarcísio busca a reeleição

Tarcísio de Freitas disputa a permanência no Palácio dos Bandeirantes depois de assumir o governo paulista em 2023. Ex-ministro da Infraestrutura durante o governo Jair Bolsonaro, ele construiu sua trajetória política nacional a partir da atuação no Executivo federal e posteriormente consolidou sua candidatura ao governo de São Paulo.

Sua campanha estadual também se insere no cenário mais amplo da eleição de 2026, marcado pela reorganização das forças políticas nacionais e pelas disputas entre grupos ligados ao bolsonarismo, ao PT e a diferentes partidos do centro político.

A eventual reeleição de Tarcísio também possui dimensão nacional, especialmente porque o governador é um dos nomes de maior projeção entre os grupos políticos de direita e centro-direita. Qualquer análise sobre seus planos políticos futuros, contudo, depende das decisões que serão tomadas durante e depois da eleição.

Haddad retorna ao cenário paulista

Fernando Haddad, por sua vez, volta ao centro da política eleitoral de São Paulo depois de ter ocupado diferentes posições de destaque no cenário nacional.

Petista, Haddad foi prefeito da capital paulista e posteriormente candidato à Presidência da República em 2018. Durante o governo Lula, assumiu o Ministério da Fazenda e passou a ocupar uma posição central na condução da política econômica federal.

Sua candidatura ao governo paulista recoloca Haddad em uma disputa estadual de grande peso político. São Paulo concentra o maior eleitorado do país e possui importância decisiva tanto para a política estadual quanto para a correlação de forças nacionais.

O resultado apresentado pelo Paraná Pesquisas, entretanto, mostra que o candidato inicia essa etapa da corrida eleitoral diante de uma distância significativa em relação ao atual governador, além de registrar índice elevado de rejeição.

O significado do segundo turno

No cenário estimulado de segundo turno testado pelo instituto, Tarcísio aparece com 53%, enquanto Haddad registra 36,9%.

A diferença é de 16,1 pontos percentuais.

O resultado não deve ser confundido com uma previsão definitiva da eleição. Pesquisas de segundo turno realizadas antes da consolidação do quadro eleitoral servem para medir o comportamento momentâneo dos entrevistados diante de uma determinada hipótese.

A própria dinâmica de uma eleição pode modificar profundamente esse cenário. Candidaturas podem crescer ou perder espaço, alianças podem ser construídas, novos fatos políticos podem alterar a percepção dos eleitores e os candidatos podem passar a receber votos de eleitores que anteriormente declaravam preferência por outras opções.

Uma disputa que ultrapassa São Paulo

A eleição paulista terá peso particular em 2026 porque o estado representa uma das principais arenas da disputa política brasileira.

De um lado, o PT tenta ampliar sua presença em São Paulo e transformar a candidatura de Haddad em uma alternativa ao grupo que atualmente administra o estado. De outro, Tarcísio procura consolidar sua administração e preservar o comando do maior estado brasileiro.

O levantamento divulgado em agosto mostra, portanto, um cenário momentâneo no qual o governador aparece à frente nos dois cenários testados e com menor rejeição entre os entrevistados.

Mas a fotografia registrada pelo instituto ainda está distante da linha de chegada.

A campanha eleitoral terá pela frente uma longa disputa por votos, alianças e narrativa. Em São Paulo, onde diferentes projetos políticos nacionais frequentemente se encontram, a eleição para o Palácio dos Bandeirantes tende a ser acompanhada não apenas como uma disputa estadual, mas também como um dos principais termômetros da reorganização política brasileira em 2026.

Nota: os dados e declarações acima foram organizados a partir das informações fornecidas na matéria do InfoMoney. O texto não constitui avaliação, recomendação ou ranking de candidatos; apenas apresenta e contextualiza os dados divulgados pelo instituto de pesquisa.

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