Trump chama Cuba de “Estado falido” na ONU e diz que “a liberdade chegará” à ilha

Trump chama Cuba de “Estado falido” na ONU e diz que “a liberdade chegará” à ilha

Presidente dos Estados Unidos afirma que regime comunista está sob a maior pressão de sua história; governo cubano reage e acusa Trump de espalhar “calúnias” e “falsidades”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), para endurecer o tom contra o governo de Cuba. Trump afirmou que o regime comunista da ilha está sob uma pressão sem precedentes e declarou que Cuba é um “Estado absolutamente falido”.

Segundo o presidente americano, sua administração busca uma “mudança fundamental” na situação cubana. Trump afirmou ainda que o regime “cairá” e encerrou sua declaração sobre a ilha dizendo: “O comunismo nunca chegará à América, mas a liberdade chegará a Cuba.”

O discurso de Trump

Trump apresentou Cuba como um dos principais pontos de sua política para o hemisfério ocidental. Em sua avaliação, o governo comunista estaria enfrentando a maior pressão já registrada.

O presidente americano também mencionou o secretário de Estado, Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, afirmando que ele estaria envolvido nas negociações com Havana.

A declaração ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana e à intensificação das medidas de pressão adotadas pelo governo Trump contra Cuba.

Trump também afirmou que os Estados Unidos não permitirão que governos considerados adversários utilizem a região como ameaça à segurança americana.

Cuba reage e acusa Trump de “calúnias”

A resposta do governo cubano foi imediata.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que Trump apresentou “falsidades” e “calúnias” sobre a ilha durante seu discurso.

Rodríguez declarou que o governo dos Estados Unidos seria incapaz de aceitar que Cuba é um país independente e soberano. O chanceler também afirmou que nenhuma das declarações feitas por Trump na ONU seria capaz de negar esse direito.

O governo cubano ainda voltou a criticar o embargo e as sanções econômicas americanas, responsabilizando essas medidas por parte das dificuldades enfrentadas pela população cubana.

Díaz-Canel também responde

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também reagiu às declarações de Trump.

Díaz-Canel afirmou que o presidente americano estaria repetindo acusações contra Cuba sem, segundo ele, conseguir justificar as medidas adotadas pelos Estados Unidos contra a ilha.

O presidente cubano classificou a política americana como uma forma de “guerra econômica” e afirmou que o direito à autodeterminação do povo cubano deveria ser respeitado.

Delegação cubana deixa o plenário

Durante a fala de Trump, integrantes da delegação cubana deixaram o plenário da Assembleia Geral da ONU.

A saída ocorreu enquanto o presidente americano criticava o regime comunista e defendia uma mudança fundamental na situação política de Cuba. O gesto foi interpretado como uma manifestação de protesto diante das declarações do chefe da Casa Branca.

Pressão entre Washington e Havana

O discurso acontece em um momento de forte tensão entre Estados Unidos e Cuba.

O governo Trump vem ampliando a pressão econômica e diplomática sobre Havana. Ao mesmo tempo, o governo cubano sustenta que as sanções e o embargo americano contribuem diretamente para o agravamento da situação econômica da ilha.

Trump, por outro lado, apresenta a pressão sobre o regime cubano como parte de uma estratégia destinada a provocar mudanças políticas.

A expressão utilizada pelo presidente americano — “a liberdade chegará a Cuba” — reforça a posição de Washington favorável a uma transformação profunda no sistema político cubano.

Partes envolvidas

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos e autor das declarações feitas na ONU contra o governo cubano.

Marco Rubio: secretário de Estado dos Estados Unidos, citado por Trump como integrante dos esforços diplomáticos relacionados a Cuba.

Miguel Díaz-Canel: presidente de Cuba, que respondeu publicamente às declarações do presidente americano.

Bruno Rodríguez: ministro das Relações Exteriores de Cuba, responsável por acusar Trump de divulgar “falsidades” e “calúnias”.

Governo dos Estados Unidos: defende maior pressão sobre o regime cubano e uma mudança fundamental na situação da ilha.

Governo de Cuba: rejeita as acusações americanas, defende a soberania cubana e critica o embargo e as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Delegação cubana na ONU: deixou o plenário durante o discurso de Trump.

O que ainda não está resolvido

Apesar do discurso de Trump, não há no pronunciamento apresentado um cronograma público para uma eventual mudança política em Cuba. O presidente americano afirmou que o regime está sob forte pressão e que “cairá”, mas não explicou quando ou por quais meios isso ocorreria.

Também permanecem divergências profundas entre Washington e Havana sobre a responsabilidade pela crise econômica cubana, com os E

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