Trump diz que novos ataques dos EUA contra o Irã foram uma homenagem a soldados americanos mortos

Trump diz que novos ataques dos EUA contra o Irã foram uma homenagem a soldados americanos mortos

Presidente afirmou que ofensiva atingiu o território iraniano “com muita força”; ataques ocorreram na nona noite consecutiva de operações militares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a nova onda de ataques americanos contra o Irã foi realizada em homenagem aos três militares dos EUA mortos nos últimos dias durante a escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo Trump, as forças americanas atacaram o território iraniano “com muita força” e a ofensiva teve como objetivo honrar os soldados mortos em operações na Jordânia e no Iraque.

“Estamos atacando o Irã com muita força, em honra aos nossos três grandes soldados que foram mortos recentemente”, afirmou o presidente americano.

EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã

Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (20), no horário local, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou o lançamento de uma nova série de ataques contra alvos iranianos.

A operação foi descrita pelos militares americanos como uma “nova onda” de ofensivas e marcou a nona noite consecutiva de ataques contra o Irã. Explosões foram registradas em diversas cidades do país.

De acordo com os Estados Unidos, os alvos incluíram instalações militares e redes de comunicação. Washington afirmou que a operação tinha como objetivo “diminuir ainda mais” a capacidade do Irã de realizar ataques contra embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.

A região é considerada uma das principais rotas estratégicas para o transporte internacional de petróleo e gás. Por isso, qualquer interrupção no tráfego marítimo pode provocar impactos sobre os mercados de energia e sobre a economia global.

Irã afirma ter realizado ataque surpresa

O governo iraniano afirmou que respondeu aos ataques americanos com uma operação que classificou como um “ataque surpresa” na Síria.

Teerã também afirmou ter alvejado aeronaves americanas no aeroporto de Aqaba, na Jordânia. Em outra frente da crise, as Forças Armadas do Kuwait disseram ter interceptado drones iranianos.

A agência semi-oficial iraniana Tasnim informou que os ataques americanos atingiram várias cidades do país, entre elas Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

A mídia estatal iraniana também relatou que dois petroleiros explodiram enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.

Guarda Revolucionária ameaça fechar o Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que os petroleiros estavam utilizando uma rota que classificou como “insegura e perigosa” na parte sul do estreito.

Segundo a organização, as embarcações “explodiram e foram paradas”. O Comando Central dos Estados Unidos contestou a versão apresentada pelo Irã.

A IRGC também declarou que o Estreito de Ormuz não será seguro para o transporte de produtos petroquímicos, petróleo ou gás enquanto os ataques americanos continuarem.

A organização ameaçou realizar uma “operação punitiva” contra os responsáveis pelas ofensivas.

Três militares americanos morreram nos últimos dias

A nova ofensiva ocorreu depois da morte de três militares americanos em episódios registrados na região.

Durante o fim de semana, os Estados Unidos confirmaram que um soldado morreu após um ataque iraniano no norte do Iraque, ocorrido no sábado (18).

Um dia antes, dois militares americanos morreram em um ataque contra uma base na Jordânia. Um terceiro soldado chegou a ser considerado desaparecido.

As autoridades americanas informaram posteriormente que restos mortais não identificados haviam sido encontrados. O processo de identificação ainda estava em andamento.

Trump afirmou que os novos ataques contra o Irã representam uma resposta direta às mortes dos militares americanos.

Marco Rubio diz que solução diplomática ainda é possível

Apesar da escalada militar, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que Washington continua aberto a uma solução diplomática.

Rubio, no entanto, criticou a postura do Irã em relação ao Estreito de Ormuz. Segundo o secretário, a comunidade internacional precisa decidir se permitirá que uma rota marítima internacional estratégica fique sob o controle de Teerã.

Para o governo americano, o Irã estaria utilizando o estreito como instrumento de pressão e negociação em meio ao conflito.

A declaração ocorre em um momento de forte deterioração das relações entre os dois países. Um acordo preliminar firmado em meados de junho para interromper as hostilidades acabou fracassando, enquanto as negociações para um acordo de paz permanente avançaram pouco.

Em 8 de julho, Trump afirmou que o acordo estava “encerrado”, aumentando a incerteza sobre a possibilidade de uma trégua entre Washington e Teerã.

Com a continuidade dos ataques, as ameaças de retaliação e a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, o conflito entre Estados Unidos e Irã entra em uma fase ainda mais perigosa, com o risco de novos confrontos militares e impactos que podem ultrapassar as fronteiras do Oriente Médio.

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