
Delegada afirma que joias e relógios apreendidos com Deolane Bezerra eram falsificados; defesa segue contestando investigações
Durante entrevista, delegada responsável pela operação de 2022 declarou que os itens de luxo encontrados na casa da influenciadora eram imitações. Deolane continua presa preventivamente em outra investigação e nega todas as acusações.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro das atenções após novas declarações da delegada Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo. Responsável por uma das investigações envolvendo a influenciadora em 2022, a policial afirmou que as joias e os relógios apreendidos durante uma operação de busca e apreensão eram falsificados.
A declaração foi feita durante participação no podcast Café com Pires, publicado em junho, reacendendo um caso que já havia gerado grande repercussão nacional.
Delegada diz que objetos de luxo eram imitações
Segundo Maria Corsato, a operação realizada em 2022 investigava a divulgação da plataforma de apostas Betzord por influenciadores digitais. Durante as buscas, agentes apreenderam diversos bens, entre eles relógios que aparentavam ser de marcas renomadas, como Rolex e Bulgari, além de joias, celulares, computadores, documentos e veículos de luxo.
De acordo com a delegada, após as verificações, constatou-se que os acessórios considerados de alto valor eram falsificados.
“Não tinha dinheiro na casa dela. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente apreendeu para integrar a investigação”, afirmou a policial durante a entrevista.
Ela também ressaltou que nenhum bem pertencente aos familiares da influenciadora foi levado pelos investigadores.
Acusação de perseguição marcou o caso
Na época da operação, Deolane Bezerra reagiu duramente às ações da Polícia Civil e acusou a delegada de perseguição, alegando que a investigação possuía motivação política.
Segundo Maria Corsato, a denúncia apresentada contra ela resultou em uma investigação interna que durou quase dois anos. Ao final do procedimento, o caso foi arquivado em 2024 sem responsabilização da policial.
Influenciadora enfrenta outra investigação
Embora o episódio das joias seja referente à operação de 2022, Deolane atualmente responde a outro processo criminal.
Ela está presa preventivamente desde maio, no âmbito da Operação Vérnix, investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A defesa da influenciadora rejeita todas as acusações e afirma que os recursos financeiros recebidos por ela têm origem em sua atuação profissional como advogada e empresária.
Na última semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva ao negar um novo pedido de habeas corpus. O Supremo Tribunal Federal também já havia rejeitado anteriormente um pedido para substituição da prisão por domiciliar.
Caso continua em andamento
As declarações da delegada voltam a colocar o caso em evidência e devem alimentar o debate em torno das investigações envolvendo influenciadores digitais e plataformas de apostas esportivas.
Enquanto a Polícia Civil sustenta que as apreensões contribuíram para o andamento das investigações, a defesa de Deolane continua afirmando que sua cliente é alvo de acusações injustas e promete seguir contestando judicialmente todas as medidas adotadas contra ela.
Como o processo principal segue em tramitação, caberá à Justiça analisar as provas reunidas e decidir sobre eventual responsabilidade da influenciadora nos fatos investigados.