
EUA endurecem combate ao PCC e anunciam sanções contra brasileiros e empresas ligadas a rede de lavagem de dinheiro
Medida atinge dois brasileiros, três empresas no Brasil e uma em Portugal; governo americano afirma que grupo criminoso usa sistema financeiro internacional para movimentar recursos ilícitos
Sanções internacionais miram suposta rede ligada ao PCC
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º/7) a imposição de sanções econômicas contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal. A decisão foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos EUA e tem como base suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (Primeiro Comando da Capital (PCC)).
Segundo o comunicado oficial, as medidas fazem parte de uma estratégia de combate a redes internacionais de lavagem de dinheiro atribuídas ao grupo criminoso.
Quem foi atingido pelas sanções
Entre os alvos estão os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Também foram sancionadas as empresas:
Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda
Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda
Wave Construções Inteligentes Ltda
Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (Portugal)
De acordo com o governo norte-americano, os nomes fariam parte de uma estrutura internacional usada para movimentar recursos ilícitos ligados ao PCC.
Acusações envolvem lavagem de dinheiro e uso de criptomoedas
O Departamento do Tesouro afirma que o grupo investigado teria operado um esquema de lavagem de dinheiro com ramificações nos Estados Unidos e no Brasil, incluindo o uso de criptomoedas para ocultar a origem dos valores.
As autoridades americanas também apontam que parte das investigações foi conduzida em conjunto com o FBI, o Departamento de Justiça (DOJ) e o Departamento de Segurança Interna (DHS).
No caso de Victor Shimada, o governo dos EUA o descreve como um dos “elos centrais” entre integrantes do PCC no exterior e operadores financeiros ligados ao tráfico internacional. Ele também é citado em investigações que envolvem movimentação de dezenas de milhões de dólares em recursos ilícitos.
Primeira ação após classificação do PCC como grupo terrorista
Esta é a primeira rodada de sanções após o governo norte-americano classificar o PCC como organização terrorista internacional, decisão que amplia o alcance de medidas financeiras e diplomáticas contra suspeitos de apoio ao grupo.
Com isso, os Estados Unidos afirmam que passam a adotar uma postura mais rígida contra estruturas que possam financiar ou facilitar atividades da facção fora do Brasil.
O que dizem as autoridades dos EUA
Em nota, o Departamento do Tesouro afirmou que o PCC é uma das maiores organizações criminosas transnacionais do hemisfério ocidental e representa ameaça direta à segurança financeira e institucional dos Estados Unidos.
As investigações também apontam que a rede teria usado empresas de fachada para movimentar valores e dificultar o rastreamento de operações financeiras.
Próximos desdobramentos
As sanções incluem bloqueio de ativos em território americano e restrições financeiras internacionais, afetando qualquer operação vinculada aos nomes e empresas citados.
As autoridades dos EUA afirmam que as investigações continuam e não descartam novas medidas contra outras pessoas ou instituições ligadas ao esquema.