Latam Brasil reduz voos após disparada do combustível aéreo e acende alerta no setor

Latam Brasil reduz voos após disparada do combustível aéreo e acende alerta no setor

Guerra no Oriente Médio pressiona preço do querosene de aviação, aumenta custos e leva companhia aérea a cortar operações no Brasil

A Latam Airlines anunciou uma redução de 2% a 3% na quantidade de voos programados para junho de 2026. A decisão foi tomada após a forte alta no preço do combustível de aviação, provocada pela guerra no Oriente Médio, que vem pressionando os custos das companhias aéreas em todo o mundo.

O presidente-executivo da Latam Brasil, Jerome Cadier, afirmou que os cortes são “ajustes pontuais” motivados principalmente pelo aumento das despesas operacionais e pelo atual cenário do mercado aéreo. Segundo ele, o impacto do combustível já começou a afetar diretamente o planejamento da companhia para os próximos meses.

De acordo com a empresa, o querosene de aviação ficou até 100% mais caro desde fevereiro. Hoje, a Latam Brasil estaria pagando o dobro por litro de combustível em comparação ao início do conflito no Oriente Médio. O aumento acelerado preocupa o setor e pode refletir em passagens aéreas mais caras para os consumidores.

Apesar da redução nos voos, a companhia afirmou que ainda não registrou uma onda significativa de cancelamentos de viagens por parte dos passageiros nos meses de abril e maio. Mesmo assim, a empresa admite que o cenário pode piorar caso a guerra continue se intensificando nos próximos meses.

Jerome Cadier também alertou que novos ajustes podem acontecer no terceiro e quarto trimestres de 2026 caso os preços do petróleo permaneçam elevados. Segundo ele, a companhia acompanha diariamente os impactos econômicos do conflito internacional sobre o setor aéreo.

Mais cedo, o grupo Latam divulgou uma revisão para baixo na projeção de lucro deste ano justamente por causa da disparada nos custos com combustível. Ainda assim, a empresa informou que mantém uma posição financeira considerada sólida, com bilhões em caixa e liquidez elevada.

Mesmo diante da crise, a Latam afirmou que não existe risco de desabastecimento de combustível nos aeroportos onde opera atualmente no Brasil e em outros países da América Latina.

Especialistas do setor avaliam que o aumento do petróleo pode afetar toda a aviação global, pressionando tarifas, reduzindo margens das empresas e levando companhias aéreas a rever rotas e frequência de voos ao longo de 2026.

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