Lula critica ausência de Jorginho Mello em agendas federais e eleva tom contra governador de Santa Catarina

Lula critica ausência de Jorginho Mello em agendas federais e eleva tom contra governador de Santa Catarina

Presidente afirma que governador deixou de participar de projetos bilionários por divergências políticas; Jorginho Mello é aliado de Flávio Bolsonaro e um dos principais nomes da oposição ao governo federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir o tom no confronto político com adversários nesta sexta-feira (26), ao criticar publicamente a postura do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), durante agenda oficial em Itajaí (SC). Segundo Lula, o governador tem evitado participar de eventos promovidos pelo governo federal por motivos políticos, atitude que, na avaliação do presidente, acaba prejudicando os interesses da população catarinense.

As declarações foram feitas durante visita às obras de embarcações offshore contratadas pela Petrobras, quando Lula lamentou a ausência do chefe do Executivo estadual e afirmou que todos os governadores são convidados para participar das agendas institucionais promovidas pela União.

“O governador, que eu nem sei o nome dele, nunca teve coragem de comparecer em nenhum evento com o governo federal. E todos são convidados”, declarou o presidente.

Lula diz que Santa Catarina perdeu oportunidade de participar de projeto bilionário

Durante o discurso, Lula afirmou que o governo federal tentou construir uma parceria com Santa Catarina para um grande projeto de infraestrutura estimado em R$ 24 bilhões, mas, segundo ele, o governo estadual optou por não aderir à proposta.

Na avaliação do presidente, divergências partidárias não deveriam impedir investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento do estado.

Ao comentar a decisão do governador, Lula fez duras críticas.

“Ele simplesmente não participou para não fazer parceria com o governo federal. Qual é o tamanho da cabeça desse cidadão? Qual a qualidade da massa encefálica que ele tem? É de se pesquisar”, afirmou.

Presidente diz que disputas políticas não podem prejudicar a população

Lula também afirmou que considera inadequado transformar diferenças ideológicas em obstáculos para projetos de interesse público.

Segundo o presidente, quem ocupa cargos de governo deve priorizar a população, independentemente das disputas eleitorais.

“O ser humano não pode ser pequeno a ponto de deixar de privilegiar os interesses do povo de Santa Catarina”, declarou.

O presidente lembrou ainda que foi derrotado no estado nas eleições presidenciais de 2022, mas disse que isso nunca influenciou sua decisão de manter investimentos e agendas oficiais em território catarinense.

“Quem governa um país não pode pensar pequeno”, afirmou.

Jorginho Mello é aliado de Flávio Bolsonaro

As declarações ocorrem em meio ao acirramento da disputa política para as eleições de 2026.

Governador de Santa Catarina e um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jorginho Mello declarou recentemente apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Na ocasião, o governador afirmou que continuará trabalhando para fortalecer o campo da direita e disse acreditar que parte do eleitorado brasileiro deseja uma mudança no comando do país.

Clima de confronto político aumenta

O episódio amplia a troca de críticas entre o Palácio do Planalto e lideranças da oposição. Nos últimos meses, Lula tem intensificado discursos em defesa da atuação do governo federal nos estados e criticado adversários que, segundo ele, deixam de construir parcerias institucionais por razões políticas.

Já integrantes da oposição sustentam que a relação entre governos estaduais e a União deve respeitar a autonomia administrativa dos estados e afirmam que eventuais divergências políticas não impedem o diálogo institucional.

Com o cenário eleitoral de 2026 ganhando força, declarações como as feitas em Santa Catarina demonstram que o ambiente político permanece marcado pela polarização entre o governo Lula e lideranças ligadas ao campo conservador, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.

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