
Terremoto na Venezuela: corpos são organizados em área de desastre enquanto equipes intensificam buscas por sobreviventes
Vídeos mostram cenário devastador em La Guaira, onde autoridades montaram estrutura emergencial para identificação das vítimas; número de mortos e desaparecidos continua aumentando
A tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela continua revelando cenas de profunda devastação. Imagens registradas nos últimos dias em La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos abalos sísmicos, mostram dezenas de corpos sendo organizados em uma área emergencial criada pelas autoridades para facilitar o processo de identificação das vítimas.
Os registros evidenciam a dimensão da catástrofe humanitária enfrentada pelo país. Equipes de resgate, bombeiros, policiais, militares e profissionais da saúde trabalham de forma ininterrupta entre os escombros na tentativa de localizar sobreviventes e recuperar vítimas soterradas.
Nas imagens, os corpos aparecem acondicionados em sacos mortuários e alinhados em um espaço improvisado, enquanto familiares percorrem hospitais, centros de atendimento e áreas de resgate em busca de notícias sobre parentes desaparecidos.
La Guaira é declarada “zona de desastre”
Diante da gravidade da situação, o governo venezuelano decretou estado de “zona de desastre” em La Guaira, região que concentra parte significativa dos danos causados pelos terremotos.
Segundo as autoridades, mais de uma centena de edifícios desabou completamente ou sofreu danos estruturais severos, deixando milhares de pessoas desabrigadas e comprometendo serviços essenciais, como fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água e acesso às principais rodovias.
Além das operações de busca, equipes trabalham para restabelecer a infraestrutura mínima necessária para atender a população atingida.
Número de vítimas continua aumentando
O balanço oficial divulgado nesta segunda-feira aponta que o número de mortos chegou a 1.719 pessoas. As autoridades também informaram mais de 5 mil feridos e cerca de 15 mil moradores obrigados a deixar suas casas em razão da destruição provocada pelos tremores.
As equipes de emergência alertam que esses números ainda podem aumentar, já que centenas de pessoas continuam desaparecidas e as buscas prosseguem em diversas cidades atingidas.
Dois fortes terremotos devastaram o norte da Venezuela
A tragédia começou na quarta-feira (24), quando um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a região norte da Venezuela, com epicentro próximo à cidade de Morón.
Pouco tempo depois, um segundo abalo ainda mais intenso, de magnitude 7,5, agravou a destruição e ampliou o impacto sobre diversas localidades.
De acordo com especialistas, a pouca profundidade do primeiro terremoto fez com que os tremores fossem sentidos com grande intensidade, provocando desabamentos de prédios, rachaduras em imóveis, interrupção de serviços públicos e pânico entre a população.
Na capital Caracas, moradores registraram o momento em que edifícios sofreram danos estruturais enquanto enormes nuvens de poeira tomavam conta das ruas. Os tremores também foram sentidos em regiões da Colômbia.
Alerta de tsunami foi emitido após os tremores
Logo após os terremotos, o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso preventivo para áreas costeiras situadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, incluindo regiões próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas.
Posteriormente, as autoridades descartaram risco significativo para áreas mais distantes, reduzindo o nível de alerta.
Operação humanitária mobiliza equipes nacionais e internacionais
Enquanto familiares aguardam notícias de desaparecidos, equipes venezuelanas e organizações internacionais seguem mobilizadas para ampliar o atendimento às vítimas.
Além do resgate de sobreviventes, as operações concentram esforços na distribuição de alimentos, água potável, medicamentos, instalação de abrigos temporários e assistência médica às milhares de famílias afetadas pela maior tragédia natural registrada na Venezuela nos últimos anos.
Com as buscas ainda em andamento, autoridades afirmam que o cenário permanece crítico e que novos balanços devem ser divulgados nos próximos dias à medida que as equipes conseguem acessar áreas isoladas pela destruição.