
Eduardo Bolsonaro desiste de candidatura como suplente de André do Prado ao Senado em 2026 após orientação jurídica
Ex-deputado federal, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou decisão nas redes sociais; medida ocorre após avaliação de advogados e em meio a restrições eleitorais
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que desistiu de disputar uma vaga como suplente na chapa do deputado estadual André do Prado (PL-SP) ao Senado nas eleições de 2026. A decisão foi divulgada pelo próprio Eduardo nas redes sociais na quarta-feira (29).
A desistência ocorreu depois de conversas com sua equipe jurídica, segundo aliados. O movimento acontece em um cenário de incertezas sobre sua situação eleitoral, já que Eduardo passou a enfrentar restrições relacionadas à possibilidade de candidatura após decisões judiciais que impactaram seus planos políticos.
A vaga de suplente de senador era vista como uma alternativa para manter sua participação na disputa eleitoral mesmo diante das dificuldades para concorrer diretamente a um cargo eletivo.
Decisão após análise de advogados
Segundo informações divulgadas pelo ex-deputado, a decisão foi tomada após uma avaliação técnica feita por advogados que acompanham sua situação.
Eduardo Bolsonaro afirmou que optou por retirar seu nome da disputa para evitar conflitos jurídicos durante o processo eleitoral e preservar a estratégia política do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O filho do ex-presidente vinha sendo apontado como um dos nomes importantes do núcleo político bolsonarista em São Paulo, especialmente pela ligação direta com a família Bolsonaro e pela atuação internacional que passou a exercer nos últimos anos.
Situação eleitoral e inelegibilidade
Eduardo Bolsonaro está inelegível desde junho de 2026, segundo decisões da Justiça Eleitoral relacionadas ao seu caso. A restrição dificultou a possibilidade de participação direta nas eleições.
A inelegibilidade tornou-se um dos principais obstáculos para sua candidatura e levou o ex-deputado a buscar alternativas jurídicas e políticas.
A indicação como suplente de André do Prado chegou a ser considerada uma saída estratégica, já que a função de suplente não exige uma campanha própria como candidato titular. No entanto, a análise dos advogados apontou riscos jurídicos que levaram à desistência.
Relação com André do Prado
André do Prado, deputado estadual pelo PL de São Paulo, é um dos nomes articulados pelo partido para a disputa ao Senado em 2026.
A aproximação entre Eduardo Bolsonaro e André do Prado fazia parte da estratégia do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro para fortalecer sua presença no estado.
Com a saída de Eduardo da chapa, o PL deverá reorganizar a composição dos suplentes para a disputa pelo Senado.
Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos
Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro passou a viver nos Estados Unidos, onde mantém atuação política próxima a grupos conservadores e aliados do ex-presidente americano Donald Trump.
A permanência fora do Brasil também passou a ser alvo de críticas de adversários políticos, especialmente após declarações envolvendo investigações judiciais e sua situação eleitoral.
O ex-deputado afirma que sofre perseguição política e que sua atuação no exterior tem como objetivo defender sua família e suas posições políticas.
Impacto no grupo Bolsonaro
A decisão representa mais um capítulo na reorganização política do grupo Bolsonaro para as eleições de 2026.
Enquanto Jair Bolsonaro enfrenta consequências jurídicas relacionadas aos processos que envolvem sua atuação política, seus filhos — entre eles Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — seguem como figuras centrais na articulação da direita brasileira.
A desistência de Eduardo da suplência de André do Prado ocorre em um momento de intensas disputas internas pela definição das candidaturas e estratégias eleitorais para o próximo pleito.
Próximos passos
Com a retirada de Eduardo Bolsonaro da composição da chapa, o Partido Liberal deverá definir um novo nome para ocupar a suplência de André do Prado.
O episódio mantém Eduardo Bolsonaro no centro do debate político, mesmo fora de uma candidatura oficial, enquanto seus aliados avaliam novos caminhos para sua participação nas eleições e na organização do movimento bolsonarista para 2026.