Trump e Lula chegam à ONU sem reunião bilateral prevista antes da abertura da Assembleia

Trump e Lula chegam à ONU sem reunião bilateral prevista antes da abertura da Assembleia

Casa Branca informou que agenda de Donald Trump não previa encontro com Lula na segunda-feira; presidentes, porém, poderiam ter contato nos bastidores da ONU

Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, chegaram à semana da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sem uma reunião bilateral prevista antes da abertura oficial do evento. A informação foi confirmada por um funcionário da Casa Branca ouvido pelo Metrópoles na segunda-feira (21).

Lula estava em Nova York desde a noite de domingo (20), enquanto Trump mantinha uma agenda própria antes do início da Assembleia. Na segunda-feira, o presidente americano tinha compromissos com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o presidente da França, Emmanuel Macron. Não havia, entre esses compromissos, uma reunião oficial com Lula.

Lula e Trump no mesmo palco

Apesar da ausência de uma reunião bilateral previamente marcada, os dois presidentes estavam programados para participar da abertura da Assembleia Geral nesta terça-feira (22).

Pela tradição diplomática das Nações Unidas, o Brasil faz o primeiro discurso do debate geral, seguido pelos Estados Unidos, país que sedia a organização em Nova York. Assim, Lula e Trump aparecem em sequência na programação oficial.

Essa configuração também poderia proporcionar um contato informal entre os dois presidentes nos corredores ou nas áreas reservadas aos chefes de Estado.

No ano anterior, Lula e Trump haviam conversado brevemente nos bastidores da Assembleia Geral. Segundo relatos divulgados na época, o contato abriu espaço para novos canais diplomáticos entre os dois governos.

Casa Branca não previa encontro antes da Assembleia

A informação divulgada em 21 de setembro indicava especificamente que Trump não tinha encontro programado com Lula antes da abertura da Assembleia.

A possibilidade de uma reunião formal já era considerada limitada pela diplomacia brasileira. Antes mesmo da viagem de Lula aos Estados Unidos, o Itamaraty havia informado que não existia expectativa de uma bilateral previamente agendada. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro admitia a possibilidade de um encontro rápido e informal nos bastidores, como havia ocorrido anteriormente.

Portanto, a ausência de uma reunião na agenda de segunda-feira não significava necessariamente que os presidentes não poderiam trocar algumas palavras durante o evento.

A agenda de Trump

Na segunda-feira (21), Trump tinha compromissos previstos em Nova York.

Por volta das 17h, no horário de Brasília, o presidente americano se reuniu com Zohran Mamdani, prefeito de Nova York. Mais tarde, às 19h, estava previsto um encontro com Emmanuel Macron, presidente da França.

A agenda divulgada pela Casa Branca, portanto, não incluía uma reunião com Lula antes do início da Assembleia.

A agenda de Lula em Nova York

Lula chegou a Nova York no domingo (20) para participar da Semana de Alto Nível da ONU.

Na segunda-feira, o presidente brasileiro teve encontros com autoridades internacionais e locais.

Entre eles esteve o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, com quem conversou sobre integração latino-americana, comércio, infraestrutura e questões políticas regionais.

Lula também recebeu Zohran Mamdani. Durante o encontro, os dois trataram de questões relacionadas ao custo de vida, desigualdade, educação e políticas voltadas às populações mais pobres.

O presidente brasileiro também se reuniu com o senador americano Bernie Sanders. Segundo informações divulgadas sobre o encontro, foram discutidos temas como política internacional, inteligência artificial, governança multilateral e possíveis riscos de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

Lula abre os discursos da Assembleia

O principal compromisso de Lula ocorre nesta terça-feira (22), quando o presidente brasileiro abre o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU.

A tradição de o Brasil fazer o primeiro discurso remonta aos primeiros anos da organização. Os Estados Unidos, como país-sede da ONU, tradicionalmente aparecem em seguida.

Entre os assuntos previstos para o discurso brasileiro estão soberania nacional, conflitos internacionais, mudanças climáticas, fome, desigualdade, inteligência artificial, regulação das plataformas digitais e reforma das instituições multilaterais.

A relação entre Brasil e Estados Unidos também está inserida nesse contexto, especialmente diante das divergências recentes entre os governos Lula e Trump.

Relação entre os governos

A relação diplomática entre Brasília e Washington atravessa um período de tensão em razão de divergências comerciais e políticas.

O governo brasileiro tem defendido a soberania nacional e a não interferência estrangeira nos assuntos internos do país. Lula também deve abordar esse princípio durante seu discurso na ONU.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de diálogo entre Lula e Trump permanece relevante porque os dois governos precisam tratar de temas que afetam diretamente as relações entre Brasil e Estados Unidos.

O que ficou definido

Até a informação divulgada na segunda-feira (21), os principais pontos eram:

  • Donald Trump: presidente dos Estados Unidos;
  • Luiz Inácio Lula da Silva: presidente do Brasil;
  • Zohran Mamdani: prefeito de Nova York;
  • Emmanuel Macron: presidente da França;
  • Yamandú Orsi: presidente do Uruguai;
  • Bernie Sanders: senador dos Estados Unidos;
  • António Guterres: secretário-geral da ONU;
  • 81ª Assembleia Geral da ONU: realizada em Nova York;
  • Brasil: tradicionalmente primeiro país a discursar;
  • Estados Unidos: tradicionalmente segundo país a discursar;
  • reunião bilateral Trump-Lula antes da abertura: não prevista na agenda informada pela Casa Branca;
  • possibilidade de contato informal: permanecia aberta nos bastidores da Assembleia.

Um encontro que permanece condicionado à agenda diplomática

A ausência de uma reunião formal antes da abertura da Assembleia não encerra a possibilidade de diálogo entre os dois presidentes. A programação dos chefes de Estado, especialmente durante a Semana de Alto Nível da ONU, pode sofrer alterações e também permite contatos informais.

O que estava confirmado era que Lula e Trump participariam da abertura da Assembleia Geral em sequência, com o presidente brasileiro fazendo o discurso inicial e Trump falando logo depois.

Dessa forma, qualquer conversa entre os dois presidentes fora da programação oficial dependeria das circunstâncias e da agenda diplomática do evento, não sendo possível tratá-la como uma reunião bilateral previamente marcada.

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